Trabalho de Parto: Sinais de Início

Labor: Early Signs

 
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Qual é a data provável do nascimento do meu bebé?

Uma gravidez tem uma duração média de 40 semanas. Em cada caso, a data provável do parto (DPP) calcula-se a partir do primeiro dia da última menstruação, acrescentando 7 dias e nove meses (DUM+7dias+9meses).

Esta é a fórmula de cálculo da DPP e é designada de Regra de Naegele.

Apesar ser um processo fisiológico, o parto não ocorre subitamente pelo que existe sempre um período, variável, em cada mulher e em cada parto, durante o qual o organismo materno e o feto se preparam para o parto. Este é o período que se designa de trabalho de parto.

Quanto tempo demora o trabalho de parto?

Não se podendo determinar o momento exato do início do trabalho de parto, contabiliza-se a partir do momento em que há sinais evidentes do trabalho de parto nomeadamente contrações uterinas em intervalos regulares, com aumento progressivo de dor; amolecimento, apagamento e dilatação do colo uterino.

A duração é variável de mulher para mulher e de parto para parto, sabendo-se que, no caso das primíparas (mulher que vai ter o primeiro parto) habitualmente é mais longo que nas multíparas (mulheres que já tiveram um ou mais partos).  

Para além de variável, sabe-se que é habitualmente de progressão lenta e longa, podendo durar mais do que um dia.

Quais são os sinais de estar em início do trabalho de parto?

Não há uma causa única para o início do trabalho de parto, mas a evidência científica aponta para um conjunto de elementos que podem desencadear o trabalho de parto nomeadamente: útero, placenta, membranas amnióticas e hormonas maternas e fetais.

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Os sinais de início de trabalho de parto, podem ocorrer até duas semanas antes do parto, de forma subtil, mas que a mulher pode sentir e/ou podem ser observáveis:

  • Alteração da forma e volume da barriga, decorrente da alteração da posição do bebé, também designada de insinuação ou descida do bebé;

  • Dores lombares resultantes da alteração uterina e do relaxamento da estrutura dos ossos da bacia;

  • Diminuição da pressão intratoráxica, vai ser mais fácil respirar, porque o bebé já não está a ocupar tanto espaço nas costelas;

  • Aumento da pressão na bexiga, o bebé desceu e está a pressionar ainda mais a bexiga, pelo que vai sentir mais necessidade de urinar;

  • Perda do rolhão mucoso, um corrimento tipo clara de ovo que é amarelado, acastanhado ou até ligeiramente raiado de sangue;

  • Contrações uterinas irregulares e sem dor associada - contrações de Braxton-Hicks;

  • Amolecimento do colo uterino, que é observado por exame médico;

  • Estabilização ou perda de peso (entre 0,5kg a 1,5Kg), por alguma falta de apetite ou náusea que pode surgir;

  • Aumento da energia, devido à maior facilidade em respirar, a mãe sente um aumento da disposição para atividades de preparação para receber o bebé;



Como é que sei que estou em trabalho de parto?

O trabalho de parto tem 4 fases distintas, que vamos abordar mais a fundo num próximo artigo.

A primeira fase - Dilatação - divide-se também ela em três fases distintas:

  • fase latente ou inicial

  • fase ativa

  • fase de transição

Durante a fase latente, a grávida vai começar a sentir aquilo que indica que está realmente em trabalho de parto:

  • contrações em intervalos regulares, ainda que espaçados, com aumento progressivo da intensidade da dor;

  • rotura de membranas e perda de líquino amniótico, que pode acontecer mesmo sem ter começado a sentir contrações;


Quando é que devo ir para o hospital?

Especialmente em mulheres que vão ter o seu primeiro parto, a primeira fase do trabalho de parto pode ser um processo longo e demorado. Isto não é uma aspecto negativo, já que tanto o bebé como o corpo da mãe precisam deste tempo para se preparar.

Muitas vezes as mães não sabem quando se devem deslocar ao hospital, em dúvida se estão a ir demasiado cedo. Para uma gravidez de baixo risco e sem contra-indicação médica, pode seguir estas recomendações:

 
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Este momento poder ser de grande ansiedade, seja por receios relacionados com o parto ou pela vontade de conhecer o seu bebé. Mantenha-se serena e confie no seu corpo, que foi desenhado para este momento tão especial! E a maior recompensa de todas está quase a chegar!

 

Bibliografia:

Graça, L. M. (2017). Medicina Materno Fetal (5a Edição). Lisboa: Lidel - Edições técnicas, Lda.

Lowdermilk, D., & Perry, S. (2009). Enfermagem na Maternidade (7a Edição; Lusodidacta, ed.). Loures.

World Health Organization. (2018). Intrapartum care for a positive childbirth experience. Retrieved from http://www.who.int/reproductivehealth/publications/intrapartum-care-guidelines/en/

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